“MERCADO DO CAFÉ PRESSIONA COTAÇÕES NO EXTERIOR, ENQUANTO BRASIL AJUSTA ESTRATÉGIA"
O cenário internacional do café vive um momento de oferta abundante, exercendo forte pressão de baixa sobre os preços. Nesta terça-feira (3/2), os contratos futuros do grão arábica com vencimento em março despencaram 4,85%, sendo negociados a US$ 3,1710 a libra-peso. A queda reflete a expectativa de uma colheita robusta nos principais países produtores, aumentando a disponibilidade global da commodity.
Enquanto isso, o setor brasileiro se prepara para um reposicionamento estratégico do café conilon (robusta) a partir de 2026. De acordo com análise do CCCMG (Conselho dos Cafeicultores do Cerrado de Minas Gerais), a tendência é de que a produção desse grão seja destinada prioritariamente ao abastecimento do mercado interno. A competitividade dos preços no país estimula as indústrias a aumentarem a participação do conilon nos blends (misturas) de café solúvel e torrado, prática que já está em curso. "Os preços aqui estão mais competitivos do que quando olhamos para as exportações. Mas, claro, se houver alguma janela de oportunidade, com certeza o Brasil vai aproveitar e colocar bastante conilon no mercado internacional", afirma o analista Magalhães, da entidade. A estratégia indica uma diversificação: o mercado doméstico absorverá a maior parte da safra de conilon, mas o país permanece atento a eventuais oportunidades de venda no exterior.
O movimento revela a dinâmica dual do setor: no plano externo, as cotações do arábica sofrem com a expectativa de ampla oferta; internamente, o Brasil se adapta, direcionando seu robusta para fortalecer a indústria nacional sem abrir mão de possíveis negócios internacionais quando forem vantajosos.
Fontes: CCCMG, FORBES & Globo Rural
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