PRESIDENTE DA FIEMG COMPARA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO COM 'IMPRESSÃO' DE DINHEIRO

Dez 16, 2025 - 09:12
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PRESIDENTE DA FIEMG COMPARA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO COM 'IMPRESSÃO' DE DINHEIRO
Flávio Roscoe, presidente da FIEMG / Henrique Chendes | ALMG


Em audiência pública na ALMG, Roscoe defendeu a manutenção do modelo atual, que permite a negociação da diminuição da carga horária entre patrões e funcionários

Luisa Marques / Diário do Comércio

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, comparou a redução da jornada de trabalho, como a proposta pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso - conhecida como escala 6x1 -, à impressão de dinheiro pelo Banco Central (BC). “Achar que vamos enriquecer o povo brasileiro por meio de uma medida legal de redução de jornada é equivalente a dizer: ‘vamos mandar o governo dar dinheiro para todos, basta o Banco Central imprimir’, desconsiderando que a impressão de dinheiro gera inflação”, disse Roscoe.
O empresário foi convidado para participar, nesta segunda-feira (15), de uma audiência pública da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte. A sessão, requerida pelo deputado federal Leonardo Monteiro (PT), teve como objetivo discutir “alternativas” para o fim da escala de trabalho 6x1.
Durante o discurso, Roscoe defendeu o que chamou de “pacto da produtividade”, uma vez que, segundo ele, “a redução da jornada de trabalho sem aumento da produtividade gera inflação e desemprego”. “Se com canetada aumentasse emprego, vamos zerar a jornada de trabalho. Vamos ter zero horas de jornada. Canetada não zera desemprego. Precisamos trabalhar com pautas que sejam viáveis a longo prazo”, declarou.

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