“O CORAÇÃO NA CHUTEIRA: POR QUE AINDA PRECISAMOS PARAR PARA VER O BRASIL JOGAR"

Jun 25, 2026 - 09:18
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“O CORAÇÃO NA CHUTEIRA: POR QUE AINDA PRECISAMOS PARAR PARA VER O BRASIL JOGAR"


Existe um ritual silencioso que todo brasileiro conhece. Ele começa horas antes do apito inicial: o comércio que fecha mais cedo, as ruas que vão se enchendo de camisas amarelas e aquele cheiro característico de churrasco misturado à ansiedade que flutua no ar. Hoje, contra a Escócia, esse ritual vai se repetir.
Mas, sejamos honestos: há quanto tempo a gente não sentia aquela certeza absoluta - e quase ingênua - de que a vitória é apenas uma formalidade? Houve um tempo em que torcer parecia mais fácil. Quem viveu os anos 90 ou o início dos anos 2000 lembra bem. Parecia que os títulos vinham por gravidade. Bastava juntar os amigos na garagem, ligar a TV de tubo e pronto: o impossível acontecia com a naturalidade de um drible do Ronaldinho ou de uma arrancada do Ronaldo. Criávamos memórias afetivas sem perceber e colecionávamos "canecos" como quem coleciona figurinhas. O topo do mundo era o nosso quintal.
Felizmente, essa nostalgia gostosa encontrou um jeito de virar tinta no asfalto. Olhe ao seu redor! Aquele mutirão de vizinhos que parecia esquecido no tempo voltou com força total. O movimento de pintar as ruas com o verde, amarelo e azul da nossa bandeira ressurgiu com a urgência de quem precisa reencontrar a própria alegria.
Em Minas Gerais, essa paixão comunitária ganhou um empurrão que veio direto das Prefeituras. Em Belo Horizonte, por exemplo, as regras foram desburocratizadas para que os bairros pudessem colorir suas vias sem amarras. Já no interior, várias cidades promovem concursos oficiais para premiar a rua mais enfeitada. Ver o poder público incentivando o uso do giz, da cal e da tinta no chão é o maior atestado de que a nossa tradição nunca morreu; ela estava apenas esperando o chamado para ocupar, novamente, o seu lugar de direito.
O tempo passou, o futebol mudou e aquela soberba gostosa deu lugar a uma angústia calejada. Mas é justamente aí que mora a beleza da nossa ligação com a bola. Por aqui na sede da FG Corretagens, a busca é por memórias inesquecíveis e por momentos especiais em que, literalmente, vestimos a camisa! Pode ser que a seleção empaque ali na frente, mas enquanto a gente puder se divertir com esse momento tão raro…por que não? 
Não importa se a Escócia vem com uma retranca britânica ou se a nossa Seleção ainda busca o encaixe perfeito. O jogo de hoje não é só pelos três pontos ou por uma classificação burocrática. É uma oportunidade de ouro para fazermos exatamente o que fazíamos no passado: criar memórias.
Por isso, fica aqui o convite: leve a família toda para a sala. Ligue para aquele amigo que você não vê faz tempo. Grite com a TV como se os jogadores pudessem te ouvir! Esqueça um pouco o pragmatismo moderno e resgate o torcedor romântico que existe aí dentro.
Se os títulos hoje parecem mais difíceis, a vitória - quando vem - é ainda mais saborosa. Vista a camisa você também! O Brasil vai jogar e, enquanto a bola rolar, a nossa paixão continuará sendo a maior força deste país.

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