SAFRA DE CAFÉ PROMETE RECUPERAÇÃO; MERCADO SE PREPARA PARA VIRADA!

Jan 9, 2026 - 15:25
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SAFRA DE CAFÉ PROMETE RECUPERAÇÃO; MERCADO SE PREPARA PARA VIRADA!


A próxima safra brasileira de café promete recompor os estoques globais e dar um novo tom ao mercado. É o que apontam as projeções iniciais da Hedgepoint Global Markets para 2026/27, que desenham um cenário de recuperação vigorosa do arábica e manutenção de um volume robusto de conilon.
Após um ciclo difícil, o café arábica deve dar a volta por cima. A estimativa preliminar indica uma produção entre 46,5 e 49,0 milhões de sacas – um salto de até 30% sobre as 37,7 milhões da safra anterior. O segredo dessa reviravolta? A combinação de três fatores: a bienalidade positiva (o fenômeno natural que alterna anos de alta e baixa produtividade), investimentos em manejo e novas áreas e, principalmente, o retorno das chuvas a tempo de salvar a florada.
O início da temporada foi tenso. A seca persistente entre agosto e outubro atrasou a floração e queimou as primeiras flores em várias regiões. O alívio veio em meados de outubro, quando as chuvas regulares voltaram a cair, permitindo uma segunda floração que recuperou as esperanças dos produtores.
Enquanto isso, o conilon segue firme e forte, mesmo com uma leve correção. A projeção é de 24,6 a 25,4 milhões de saca, um recuo natural após o recorde de 27 milhões em 2025/26. As chuvas bem distribuídas no Espírito Santo e na Bahia mantêm as lavouras em desenvolvimento ideal. “Apesar da queda esperada, o patamar segue altíssimo, sustentado pela expansão de áreas iniciada há alguns anos”, explica analista da Hedgepoint.

O QUE ISSO SIGNIFICA PARA O MERCADO?
A perspectiva de uma oferta mais farta, principalmente de arábica, já influencia os preços nas bolsas internacionais, reforçando um viés de baixa para 2026. No entanto, especialistas alertam: a volatilidade não vai sair de cena. “A aproximação da safra maior reforça uma pressão negativa sobre as cotações, mas a oferta ainda apertada de arábica de qualidade deve segurar quedas bruscas no mercado físico”, pondera consultor da Safras & Mercado.
O conilon, por sua vez, vive uma dinâmica própria. Perdeu competitividade no exterior, mas é o queridinho da indústria nacional de torrado e moído, que opera com abastecimento confortável.

E AGORA, O QUE OBSERVAR
Os olhos do mercado agora estão voltados para uma fase decisiva: o enchimento dos grãos, que segue até março. Qualquer susto climático nesse período pode reescrever as projeções. “O sentimento recente ficou mais baixista, mas os estoques globais ainda são um apoio no curto prazo”. Novas revisões das estimativas saem entre março e abril.
Para o produtor, o momento é de atenção redobrada. Após um 2025 de bons preços e janelas de venda favoráveis, 2026 se inicia sob um novo contexto. A dica dos especialistas é acompanhar de perto o clima, o desenvolvimento das lavouras e estar pronto para ajustar a estratégia de vendas, aproveitando os picos de volatilidade que ainda devem pintar no radar.
A safra 2026/27 se anuncia como um marco de recuperação, mas seu capítulo final ainda depende dos próximos meses no campo.

Fonte: G1, CCCMG, Notícias Agrícolas / Foto: Carcará Fotografia

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