MOSAIC ANUNCIA O FIM DAS ATIVIDADES EM PATROCÍNIO E ARAXÁ

Abr 10, 2026 - 11:03
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MOSAIC ANUNCIA O FIM DAS ATIVIDADES EM PATROCÍNIO E ARAXÁ


Como parte de seus esforços para reduzir custos e redistribuir capital, a Mosaic iniciará o processo de paralisação e desmobilização de seu Complexo Mineroquímico de Araxá e paralisará as atividades de mineração relacionadas no Complexo de Patrocínio. Essas medidas resultarão em reduções no quadro de funcionários em ambas as unidades. Durante o período de paralisação, todas as atividades serão realizadas em total conformidade com as regulamentações aplicáveis de segurança, meio ambiente e barragens de rejeitos. O encerramento das atividades do Complexo Mineroquímico de Araxá, no Alto Paranaíba, comunicado pela Mosaic Company nessa quarta (8), deve provocar mais de 1.200 demissões entre funcionários diretos e terceirizados. A informação é do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Extração Mineral, Químicas e de Fertilizantes de Araxá e Região (Sima).

PROJETO DE NIÓBIO EM PATROCÍNIO           

Além disso, a Mosaic pretende prosseguir com a venda dos ativos de Araxá e continuar desenvolvendo o projeto de nióbio em Patrocínio. A empresa está prestes a concluir os trabalhos de avaliação técnica relacionados ao nióbio em Patrocínio, incluindo amostragem e análise.
A Mosaic prevê que a paralisação das unidades reduza a produção anual de fosfato da Mosaic Fertilizantes em aproximadamente 1 milhão de toneladas. A expectativa é que o impacto no EBITDA ajustado seja pequeno, devido aos preços elevados do enxofre, sem contar os custos pontuais de desmobilização. Na hipótese de conclusão da venda dos ativos, espera-se que os gastos de capital anuais e as despesas operacionais diminuam em aproximadamente US$ 20 a US$ 30 milhões e US$ 70 a US$ 80 milhões, respectivamente. A empresa prevê registrar um impacto contábil bruto de US$ 350 a US$ 400 milhões no primeiro trimestre de 2026. Desses valores, US$ 275 a US$ 300 milhões referem-se à perda por desvalorização de ativos destinados à venda e a outras baixas contábeis. O restante está relacionado a verbas rescisórias, despesas contratuais e outros custos de desmobilização, tudo isso sujeito a revisões contábeis finais. “Acreditamos que paralisar as operações das unidades e buscar uma oportunidade de venda é o caminho certo a seguir”, afirmou Bruce Bodine, presidente e CEO da Mosaic. “Essa decisão reflete o compromisso contínuo da Mosaic com a disciplina na alocação de capital e na maximização dos retornos.

TRABALHADORES SERÃO INDENIZADOS APÓS PARALISAÇÃO AFIRMA O METABASE SINDICATO 

 De acordo com Comunicado Oficial, a paralisação ocorrerá de forma gradual, acompanhando a redução dos estoques. Parte dos trabalhadores ainda permanecerá atuando durante o processo de manutenção e encerramento das atividades, mas a empresa já reconheceu que não será possível realocar todos os funcionários.
Diante do cenário, o Sindicato METABASE atuou nas negociações com a empresa e garantiu um acordo que amplia os direitos dos trabalhadores além do previsto na legislação. Entre as medidas asseguradas está o pagamento de uma indenização especial equivalente a três salários-base, além das verbas rescisórias. Ficou definida a manutenção do plano de saúde por até seis meses após o desligamento, incluindo dependentes já cadastrados. No caso de gestantes, a cobertura será mantida até o parto. Outro ponto importante é o acesso ao Programa APOIAR, que oferecerá suporte para recolocação profissional, orientação de carreira e busca por novas oportunidades no mercado. O acordo prevê a possibilidade de incentivos financeiros adicionais para trabalhadores que permanecerem até o encerramento total das atividades, além do acompanhamento contínuo de todo o processo por parte do sindicato, garantindo que as etapas ocorram com respeito, transparência e dignidade.
Em nota, o METABASE destacou que o resultado das negociações representa uma conquista coletiva importante, especialmente em um momento de crise, reforçando a relevância da atuação sindical na defesa dos trabalhadores. O encerramento das atividades do Complexo Mineroquímico em Patrocínio, no Alto Paranaíba, deve provocar mais de 400 demissões entre funcionários diretos e terceirizados.

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