ENXÓ CLUBE PODERÁ PROCESSAR PREFEITURA POR PERDAS E DANOS, AFIRMA TESOUREIRO
O tesoureiro do Enxó Clube, Rubens Rocha Machado, afirmou em entrevista à Difusora 95 que a Prefeitura de Patrocínio não tem mais interesse em adquirir o clube, encerrando as negociações que vinham sendo discutidas entre a diretoria da Associação e o Município.
Segundo ele, a decisão ocorreu mesmo após a regularização de pendências ambientais que, até então, eram apontadas como um dos obstáculos para a conclusão da venda.
De acordo com Rubens, a situação ambiental do clube era referente a um processo iniciado em 2012. Ele explicou que todas as exigências feitas pelos órgãos ambientais foram cumpridas e que a promotoria de meio ambiente da Comarca de Patrocínio reconheceu oficialmente a regularização no último dia 12. O tesoureiro afirmou que multas e demais pendências foram encerradas, deixando o clube apto para ser comercializado. Apesar disso, a Prefeitura teria mantido a decisão de não prosseguir com a compra do espaço.
Segundo Rubens, representantes do Município alegaram dúvidas jurídicas relacionadas ao destino dos recursos da venda e ao entendimento do Ministério Público sobre a natureza patrimonial do clube. O dirigente rebateu a interpretação e destacou que os proprietários possuem cotas patrimoniais, e não apenas sociais, o que, segundo ele, garantiria o direito ao recebimento dos valores. O tesoureiro lamentou o fim das negociações e afirmou que a aquisição do espaço pelo Município seria importante para preservar a função social do clube. Atualmente, o Enxó conta com 148 associados e 193 cotas patrimoniais. Rubens destacou que muitos associados são idosos e já não utilizam o espaço com frequência. Revelou que investidores já procuraram a diretoria com propostas para implantação de condomínio residencial ou loteamento parcial da área.
Rubens afirmou que a Associação teve prejuízos financeiros durante o processo de negociação, incluindo a demissão de funcionários e o pagamento de direitos trabalhistas, diante da expectativa de conclusão da venda para a Prefeitura. Segundo ele, a situação poderá até resultar em uma ação por perdas e danos contra o município, já que o clube precisará recontratar funcionários e reestruturar novamente suas atividades. “Eu não sei se o clube vai ficar sem uma ação de percas e danos em cima da Prefeitura, porque nós tivemos despesas para fazer isso, inclusive dispensar os funcionários, pagar os direitos e tudo. Agora, recontratar tudo de novo e começar uma vida nova”, citou o tesoureiro.
Mesmo decepcionado com o desfecho, Rubens afirmou respeitar a decisão da Prefeitura e disse que a diretoria agora deverá avaliar novos caminhos para o futuro do Enxó Clube.
Por Allisson Araújo / Grupo Difusora
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