ECONOMIZEM OS APLAUSOS..

Out 14, 2025 - 12:58
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ECONOMIZEM OS APLAUSOS..
De Milton Magalhães
Em Patrocínio, como em tantos rincões do Brasil, a política virou palco teatral, quando não, arena de luta - e o povo, plateia obediente. Aqui e ali, cada meio-fio pintado, uma salva de palmas. A cada lâmpada trocada, discursos emocionados de gratidão. A cada buraco tapado, selfies, loas e
lustradas nas vaidades de quem está no cargo.
Mas sejamos justos: O dinheiro não saiu do bolso do prefeito, nem da algibeira do secretáriado. Saiu do suor do povo.
Obra pública não é favor, é dever. Aplauso exagerados por obrigação cumprida é sintoma de uma doença moral: A baixa expectativa cidadã. É um grupo político, fazendo estardalhaço perante uma nação - A Nação Patrocinense.
Nota-se um fenômeno curioso por aqui: A gratidão exagerada ao poder executivo.
Um barulho danado por migalhas. Confunde-se civilidade com submissão, crítica justa com ingratidão.
E, nesse teatro mambembe, o bom gestor vira popstar. O eleitor, fã clube.
Resultado? Gestão panelinha, a pior coisa que pode ocorrer numa cidade.
E a Nação Patrocinense?
Só sei que precisamos ler mais Eustáquio Amaral. Sua visão imparcial, atemporal, apaixonada, rasga o tempo com a única missão de apontar o melhor caminho para nossa terra e nossa gente.
Acima de mandatos, gestões, panelinhas, questiúnculas nanicas, mediocridade. Há quase 50 anos, o aplauso de Menestrel Rangeliano não é para quem desfruta momentaneamente do poder. É para o futuro de Patrocínio.
Sua espada da verdade sempre defendeu o desenvolvimento da "Santa Terrinha" por inteiro. Jamais domesticaram a sua escrita e a de Tião Elói. Sou testemunha, pois sempre estive aos pés deles.
Falta, pelo menos mais uma pessoa da estirpe de Amaral em nossa geração.
Sua visão da Patrocínio, de ontem, hoje e sempre, é escopal.
Falo isso porque muitas críticas ao governo são pessoais, teatrais, peca igualmente pelo exagero. Um extremo querendo corrigir outro.
Enquanto isso, os problemas de verdade - velhos, urgentes, profundos - seguem à espera de quem os enfrente de frente, com coragem, e não com festinhas e discursos vazios e aplausos.
Uma verdade? Gestão Gustavo, só faz coisas erradas? Jamais! Há muitos e muitos acertos. Mas nada assim a nível fenomenal.
Outra verdade?
Patrocínio não começou com Gustavo e Greyce. E vai continuar muito além de Greyce, Gustavo.
Em outras palavras: O município é maior do que qualquer mandato.
Líderes passam, o povo e os problemas, ficam. E merece mais do que pirotecnia com verba pública.
Comece a aplaudir, sim:
Quando resolver realmente o problema do abastecimento de água;
Quando plantar árvore, cultivar, reflorestar o município, até Patrocínio conquistar o título de CIDADE VERDE;
Quando trazerem uma empresa global para o nosso município, gerando assim, empregos de qualidade;
Quando resolver o problema do Parque Hotel Serra Negra;
Quando resolver o problema do trilhos no centro da cidade;
Quando conseguir o trem turístico fazendo a região;
Quando parar de politizar o time do CAP;
Quando fizerem um restante e um teleférico na Serra do Cruzeiro...
Quando fizer pelo menos um Portal de Entrada da cidade, com dizeres: " BEM - VINDO A PATROCÍNIO- CAPITAL MUNDIAL DO CAFÉ"
Quando respeitar com maturidade quem critica e não morrer de amores por quem somente aplaude por pouco.
Olha. Só falta um clique para essa cidade, ocupar o seu destino de grandeza nesta nação. Mas depende de nós: Povo e Governo.
Então, por favor: Desçam do palanque. senhores- Já foram eleitos.
Aceitem as críticas construtivas.
E ao povo, um pedido simples, porém vital -
Economizem os Aplausos!

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