DÍVIDA DE MINAS QUASE DOBROU NA GESTÃO DE ROMEU ZEMA À FRENTE DO ESTADO

Dez 4, 2025 - 09:31
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DÍVIDA DE MINAS QUASE DOBROU NA GESTÃO DE ROMEU ZEMA À FRENTE DO ESTADO
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) / Marcos Correa | PR


Em janeiro de 2019, a dívida estava estimada em R$ 114,7 bilhões, enquanto a atualização mais recente do débito, de novembro de 2025, foi estimada em cerca de R$ 201,1 bilhões

A dívida bruta de Minas Gerais, que superou, no último mês, os R$ 200 bilhões, quase dobrou desde que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), assumiu o posto no Palácio Tiradentes. Em janeiro de 2019, a dívida estava estimada em R$ 114,7 bilhões, enquanto a atualização mais recente do débito, de novembro de 2025, foi estimada em cerca de R$ 201,1 bilhões. A dívida de Minas com a União, que representa a maior parte dos débitos do estado, está em R$ 177,5 bilhões, duas vezes o valor registrado em janeiro de 2019, quando era de R$ 88,7 bilhões. O tema está no centro do debate na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nos últimos anos devido a duas tentativas de mitigar a dívida – a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, que vem dominando as tratativas na Casa em 2025.
O Propag é tido como a alternativa mais sustentável para quitar a dívida, com a possibilidade de reduzir drasticamente os juros com o abatimento de parte dos débitos com federalização ou privatização de bens e estatais. O programa foi gestado em articulação entre o presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), e o então presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD).
No início do ano, o governo do estado encaminhou mais de uma dezena de projetos que envolvem a adesão, já sancionada pelo governador, que incluem a privatização da Copasa, em discussão na ALMG na última semana, e a venda de imóveis do estado. A dívida de Minas com a União remonta a 19989, ainda no governo de Eduardo Azeredo (PSDB), e começou em valor nominal de R$ 14,52 bilhões.
Os débitos eram pagos pelos governadores normalmente até o fim de 2018, em meses derradeiros da gestão de Fernando Pimentel (PT), quando o Governo de Minas conseguiu uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) que o desobrigava a pagar as parcelas da dívida com a União sob a prerrogativa de organizar o caixa do Estado.                                                                                                                                              Da Redação com Itatiaia

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