CÂMARA DE PATROCÍNIO RETOMA ATIVIDADES EM FEVEREIRO
A Câmara Municipal de Patrocínio retoma os trabalhos legislativos na primeira semana de fevereiro de 2026. O presidente do Legislativo, Níkolas Elias, afirmou que o início do ano parlamentar será marcado por pautas sensíveis à população, como a destinação do lixo, serviços públicos e a condução ética dos trabalhos em plenário.
ATERRO SANITÁRIO
Entre os temas prioritários está a situação dos resíduos sólidos urbanos. Segundo o presidente, a previsão é de que o lixo de Patrocínio seja encaminhado temporariamente ao aterro sanitário de Uberaba, com média estimada de seis caminhões por dia, caso a medida seja necessária. A alternativa ainda não está em operação e só será adotada até que o aterro sanitário próprio do município seja concluído, conforme compromisso do Executivo para 2026. A Câmara acompanha o assunto de perto, após notificações do Ministério Público, e afirma que irá fiscalizar prazos, custos e a legalidade de qualquer solução adotada. O Legislativo se coloca como parceiro da Prefeitura na busca por uma alternativa ambientalmente correta e financeiramente viável.
RELAÇÃO CÂMARA X PREFEITURA
Níkolas Elias destacou que a relação entre Câmara e Prefeitura é harmônica, baseada no diálogo institucional e no respeito entre os poderes. Segundo ele, essa proximidade não compromete a independência do Legislativo, que mantém seu papel fiscalizador. Em 2025, a Câmara devolveu quase R$ 8 milhões aos cofres do Município, recursos destinados a obras de infraestrutura urbana.
CASO BALILA
Outro ponto abordado foi o caso do vereador Ricardo Balila, punido em 2025 após denúncia por quebra de decoro parlamentar. O processo foi conduzido pela Comissão de Ética da Câmara, que entendeu que a conduta do parlamentar em plenário violou normas do Regimento Interno. Como punição, Balila recebeu sanções regimentais, entre elas advertência formal e afastamento de três Comissões Permanentes, o que reduz sua participação direta na tramitação e relatoria de projetos. A decisão foi aprovada pela maioria dos vereadores em sessão plenária.
O presidente da Câmara ressaltou que o vereador teve direito à ampla defesa e ao contraditório durante todo o processo. Ele reforçou que as punições não tiveram caráter político, mas disciplinar, com o objetivo de preservar o respeito, a ordem e a segurança nas sessões legislativas. Ele afirmou que a Mesa Diretora não irá tolerar episódios de violência política, agressões verbais ou comportamentos que prejudiquem o funcionamento do Legislativo. A aplicação do regimento interno e da Lei Orgânica do Município, segundo ele, será rigorosa sempre que necessário.
Da Redação com a Rede Hoje
Qual é a sua reação?





