HEMOMINAS CAPACITA PROFISSIONAIS PARA ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO DE PACIENTES COM DOENÇA FALCIFORME
A Fundação Hemominas promoveu, na última quinta-feira (30/4), a capacitação “Saúde Bucal em Doença Falciforme e Coagulopatias Hereditárias”, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e o Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais. O objetivo foi qualificar profissionais da rede pública para o atendimento desses pacientes. O encontro reuniu cerca de 300 participantes e integrou palestras e debates com especialistas, reforçando a educação permanente em saúde e a ampliação do cuidado integral. A hematologista Patrícia Cardoso destacou a importância do diagnóstico precoce. “Minas Gerais tem mais de 4 mil pessoas com coagulopatias cadastradas, mas ainda há subdiagnóstico, especialmente nos casos mais leves, o que exige ampliar o acesso à informação”, afirmou.
REDE INTEGRADA E ATENDIMENTO SEGURO
A coordenadora de Saúde Bucal da SES-MG, Jaqueline Silva, apresentou a organização da rede e reforçou o papel da Atenção Primária na coordenação do cuidado. “Estamos avançando na estruturação de protocolos e no apoio aos profissionais”, disse. A cirurgiã-dentista Liliana Ferreira ressaltou a necessidade de superar inseguranças no atendimento odontológico. Já o médico e dentista Paulo Martins enfatizou a importância do acompanhamento hematológico e da prevenção. “O paciente hemofílico não sangra mais, mas por mais tempo”, explicou.
INTEGRAÇÃO E QUALIFICAÇÃO CONTÍNUA
A cirurgiã-dentista Ana Flávia Timóteo destacou a importância da identificação correta dos pacientes e da articulação entre os serviços. A pediatra Miriam Wanderley reforçou a necessidade de ampliar a busca ativa e o acompanhamento na rede. Para a cirurgiã-dentista Tatiana Resende, a capacitação contribui diretamente para a prática. “O curso trouxe mais segurança e clareza sobre os atendimentos e encaminhamentos”, avaliou.
O QUE É A DOENÇA FALCIFORME? - A doença falciforme (DF) é uma anemia hereditária grave, muito comum no Brasil, onde glóbulos vermelhos assumem forma de foice (\(HbS\)), dificultando a circulação. Causa dor intensa, anemia crônica, icterícia e danos a órgãos. O diagnóstico precoce é crucial e feito pelo Teste do Pezinho. É uma doença genética recessiva, transmitida de pais para filhos. Quando ambos os pais têm o gene, há risco de a criança ter a doença (HbSS, a forma mais grave).
O QUE ACONTECE NO SANGUE - A hemoglobina S (\(HbS\)) se aglutina em baixa oxigenação, deformando as hemácias (glóbulos vermelhos). Essas células rígidas obstruem vasos sanguíneos, causando crises de dor. Frequentemente repentinas, podem durar dias. Causa fadiga, fraqueza e palidez, Pele e olhos amarelados, Aumento da suscetibilidade, especialmente em crianças, Pode incluir AVC (acidente vascular cerebral), cálculos na vesícula, hipertensão pulmonar e lesões renais. Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Teste do Pezinho na triagem neonatal. O tratamento é contínuo, com acompanhamento de hematologista. A prevenção e o acompanhamento precoce melhoram muito a qualidade de vida e a longevidade.
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