TESOURO DEVOLVIDO AO CÉU COM SUCESSO...
Hoje, aos 90 anos, partiu a última lenda Rangeliana: JOAQUIM CORRREIA MACHADO FILHO. Para muitos, Joaquim do JP. Para outros, Quincas, Sô Joaquim, Quim Novato, Joaquim Machado, ou JJoaquim Correia. Pouco importa o nome pelo qual era chamado. O que importa é a marca que deixou na alma Patrocinense. Para o nosso consolo, digamos em nossa fé, que ele foi se encontrar com os seus amigos e, veja, estará muito bem acompanhado: Dr Walter Pereira, Dr Olímpio Garcia Brandão, Pedro Alves do Nacimento, Sebastião Eloi, Dr Edgard Rocha, Prof Hugo Machado, Dr Michel Wadhy, Gerson de Oliveira, Dr Abdias, Ignácio Verdureiro, Sesostre, Vera Nunes, Vicente Arantes, Pixe, Diolando Rabelo, Humberto Cortes, João da Banda, José Amorim, Paulo Silva, Oscar Silva, Amâncio Silva, Véio do Didino, Dr Hélio Furtado, Rondes Machado...
Se eu conheço a peça, vai chegar no céu perguntado: "Tem café de sábado ai?" Se algum anjo questionar imaginando que insinua ser café de ontem, ele vai dizer: "Calma... que dia é hoje?
-"sábado" (Risos)
Há um ano, tive o grande privilégio de escrever sua biografia, intitulada "O Grande Tesouro de Joaquim Correia". E hoje compreendo ainda mais o sentido daquele título. Seu grande tesouro nunca foram bens materiais, mas uma vida inteira dedicada ao trabalho, à família, à fé, à cultura e ao bem comum.
Joaquim jamais foi um homem desocupado. Ele não parava de sonhar e realizar, se a senhora do gorro preto quis, teve de buscá-lo fazendo um programa semanal na Rádio Cultura FM, aqui do Morada Nova. Aliás, Cláudio José, também era conhecido como sendo um de seus filhos adotivos. Ali ele esbanjava humor, energia e lucidez. Viveu sempre com uma piada ou uma tiradinha na ponta da língua. Alegria era uma de suas marcas.
Que vida rica e produtiva teve esse pai/ amigo: Desde menino, ajudando o pai na chacrinha, engraxando sapatos, entregando marmitas e aprendendo um ofício na sapataria, já demonstrava a vocação de quem nasceu para servir. Foi bancário, contador, líder estudantil, jornalista, cursilhista, historiador, voluntário e construtor de sonhos.
Fundou o Jornal de Patrocínio- um jornal que deu voz à cidade e, por sua generosidade, abriu espaço para tantos escritores, entre eles este cronista. Por isso, sua partida tem também um sabor de despedida filial, de gratidão literária silenciosa.
Seu nome significa "estabelecido por Deus". E poucas definições caberiam tão bem. Joaquim foi um daqueles homens raros que não apenas viveram em Patrocínio, mas ajudaram a construir sua história.
Uma frustação: Seu projeto para construir as 15 Estaçães da Via Sacra na Serra do Cruzeiro, não saiu do papel.
Hoje a cidade perde uma de suas maiores e mais belas referências. Mas seu legado permanece vivo nas páginas que escreveu, nas obras que idealizou, nas instituições que serviu e nas vidas que inspirou. e no nosso coração agradecido.
Descansa em paz, meu amigo, Quim Machado. Obrigado por ter acreditado naquele menino. Obrigado por ter amado e feito tanto por nossa terra. O tesouro que você deixou continuará enriquecendo Patrocínio por muitas gerações. Meus profundo sentimento de pesar á esposa Darci Guimarães Machado, Alex, Alan e Analú... Desculpe-me eu vou chorar... Mas é de gratidão por ter lhe conhecido...
* Milton Magalhães
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