PROGRESSO DA SAFRA DE CAFÉ
As 2 notícias mais comentadas da semana: estimativa reduzida da safra de café & taxação de 50% em solo americano. Temos novidades, mas não são animadoras quanto esperávamos... e as expectativas foram duramente quebradas com ambas as frentes.
Os números da safra brasileira de 2025 foram revisados – e a previsão não é tão positiva quanto se esperava. Nesta última quinta-feira, dia 11/09/25, o IBGE reduziu a estimativa da safra de café do Brasil. Com a colheita praticamente encerrada, o Instituto passou a projetar uma queda de 0,6% na produção em relação a 2024. Algumas semanas atrás, a Conab também revisou sua projeção para baixo, mas ainda mantém uma expectativa de crescimento de 1,8% na comparação anual.
Produção total estimada:
56,8 milhões de sacas de 60kg.
Queda de 1,4% em relação à previsão anterior
Café arábica: 37 milhões de sacas (queda de 1,6% em um mês)
Café canéfora (robusta + conilon): manteve desempenho mais estável
Mesmo seguindo com o gigantismo comercial do café brasileiro, a natureza deu sua cartada e a produção ficou abaixo do esperado. Isso pode influenciar não só o preço aqui dentro, mas também lá fora, já que somos maiores exportadores mundiais!
Um novo decreto do governo americano também trouxe um fio de esperança para o nosso café…A regra diz que produtos que não são cultivados ou produzidos em quantidade suficiente nos EUA podem escapar das taxas de importação.
E adivinha? Café é um deles!
Só que… tem um porém. O cabo de guerra político ainda precede o mercado.
De acordo com Haroldo Bonfá, analista e diretor da Pharos Consultoria, o decreto prioriza “nações amigas e aliadas” dos EUA. E, infelizmente, a relação EUA-Brasil não está nada boa no momento. Nas palavras dele:
“Hoje o relacionamento do Brasil com os EUA está péssimo. Quase não temos diálogo. No momento, nosso país não é mais considerado uma nação amiga.”
Apesar do aumento de importações de outros países, como Vietnã e Colômbia, a demanda não está sendo totalmente suprida. Os estoques atuais estão segurando a situação, mas especialistas alertam: - neste ritmo atual, os EUA vão precisar de novas remessas grandes – e logo.
O consumidor americano está sentindo no bolso.
Fonte: Isto É Dinheiro e Cooxupé Geoprocessamento.
Estudo e texto, equipe de marketing FG.
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