MORTE NA REPRESA DO BOSQUE DA MATINHA LEVA AO FECHAMENTO POR TEMPO INDETERMINADO E AMPLIA DEBATE SOBRE SEGURANÇA E GESTÃO
A morte do menino Eduardo Miguel Silva, de 10 anos, após afogamento na represa do Bosque da Matinha, em Patrocínio, registrada nesta semana, gerou comoção e levou à interrupção das atividades no parque, que permanece fechado por tempo indeterminado. O caso está sob apuração, e a Secretaria de Comunicação do Governo Municipal informou que só irá se manifestar após a conclusão do inquérito. A ocorrência ampliou a atenção sobre as condições de uso, segurança e gestão do espaço público.
REPERCUSSÃO
O episódio repercutiu nas redes sociais, onde moradores passaram a discutir medidas de segurança, responsabilidades e normas de utilização do local. Entre as manifestações, o ex-secretário municipal de Meio Ambiente, Antônio Geraldo de Oliveira, apresentou considerações sobre a estrutura, a legislação e os procedimentos de gestão do parque, com base em sua experiência na área. Em sua manifestação, Antônio Geraldo iniciou com uma mensagem de solidariedade à família da vítima. Em seguida, abordou aspectos técnicos relacionados à criação e do parque, destacando que a área foi instituída por legislação específica, que define regras de funcionamento e responsabilidades administrativas. Segundo ele, o cumprimento dessas normas é fundamental para o uso adequado do espaço. O ex-secretário mencionou a previsão legal de participação do Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (Codema) como órgão consultivo no processo de gestão, com a função de auxiliar na definição e no aperfeiçoamento das diretrizes aplicáveis ao parque.
De acordo com Antônio Geraldo, o processo de implementação do Bosque da Matinha incluiu a elaboração de um plano de manejo, instrumento técnico que estabelece critérios para utilização, preservação e segurança da área. O parque é classificado como unidade de proteção ambiental e segue diretrizes previstas na legislação federal.
Entre os pontos destacados, ele mencionou que o plano de manejo identifica riscos naturais existentes no local, incluindo a presença de animais peçonhentos e espécies da fauna nativa, além das características da represa. Esses elementos exigem controle, sinalização adequada e cumprimento de regras específicas para visitação. A análise técnica apresentada reforça que a gestão de áreas ambientais abertas ao público depende da aplicação de normas, fiscalização contínua e orientação aos usuários, considerando as particularidades do ambiente natural.
POSIÇÃO DO GOVERNO MUNICIPAL
Nesta quinta-feira, 2/4, a Secretaria de Comunicação do Governo Municipal informou que somente com a finalização do inquérito que falará sobre o caso, no que tem razão para evitar especulações. Segundo a Secom, o parque continuará fechado por tempo indeterminado.
Da Redação com a Rede Hoje
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