GARGALO NOS PORTOS: O CAFÉ EMPACA NA RETA FINAL
O café brasileiro enfrenta um crítico gargalo logístico na fase final - a precariedade da infraestrutura portuária. Problema antigo e anunciado, o empaque nos embarques é um velho conhecido. O principal corredor de escoamento, o Porto de Santos (responsável por cerca de 80% das exportações), sofre com capacidade insuficiente de armazenagem especializada e operações no limite, conforme atestam relatórios do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
O problema é estrutural. A falta de armazéns climatizados e adequados para grãos em volumes compatíveis com as safras recordes (superiores a 60 milhões de sacas) força o armazenamento em condições improvisadas. Isso expõe o produto, sensível a umidade e odores, a riscos de contaminação e perda da qualidade premium, valor fundamental para o agronegócio. Os gargalos geram filas intermináveis de caminhões, atrasos no carregamento de navios e custos extras com multas por demurrage, onerando toda a cadeia produtiva.
A solução passa por investimentos maciços em modernização e expansão da capacidade estática e operacional dos portos, especialmente em terminais granelários. Enquanto a infraestrutura não acompanhar a produção, o valioso café brasileiro seguirá perdendo agilidade, valor e confiabilidade na rota para o consumidor global, emperrado pela logística na própria saída do país.
Quando a gente resolve um problema externo…vem um interno, ainda mais desafiador.
Fontes: Canal Rural e Forbes Br - Texto elaborado com dados reais, pela equipe de MKT FG Corretagens.
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