COMO USAR O NATAL PARA ENSINAR EDUCAÇÃO FINANCEIRA ÀS CRIANÇAS
Especialista explica como cada faixa etária pode aprender sobre dinheiro por meio de brincadeiras, planejamento, escolhas conscientes e situações reais no fim do ano
Diego Soares Martins Costa / Diário do Comércio
O Natal das crianças vai muito além da tradicional cartinha com pedidos ao Papai Noel. A celebração de fim de ano, com a compra de presentes, também pode ser uma ótima oportunidade para ensinar crianças e adolescentes sobre a importância da educação financeira. É o que afirma a psicopedagoga e escritora infantil Paula Furtado. A partir dos três anos de idade, já é possível introduzir pequenas noções, de forma lúdica, concreta e leve. “Cada faixa etária aprende melhor quando vive a experiência, não apenas quando escuta sobre ela. E, quanto mais cedo, mais natural o tema se torna”, destaca a especialista.
EDUCAÇÃO FINANCEIRA E O NATAL: DICAS DE ABORDAGENS PARA CADA FAIXA ETÁRIA
Para os menores, o caminho é a brincadeira, com feirinhas, lojinhas, cofrinhos e histórias que ajudam a tornar o tema próximo e compreensível. Já para os maiores, entram em cena situações reais, como planejar um pequeno evento, organizar um orçamento fictício, pesquisar preços e criar metas de economia.
Além disso, a criança pode ser conscientizada sobre um consumo mais cuidadoso ao aprender a definir quanto quer gastar, pensar em quem deseja presentear, pesquisar preços, comparar alternativas e até criar presentes afetivos - não se limitando apenas ao ato da compra. “Uma boa dica é organizar. Por exemplo, criar um quadro de desejos x necessidades ou uma lista de prioridades, sempre deixando os limites bem claros. Planejamentos visuais e conversas abertas sobre a ideia de frustração saudável também ajudam a construir essa compreensão. Afinal, aprender a priorizar é, também, aprender a viver”, explica a psicopedagoga.
ENVOLVIMENTO ESCOLAR E FAMILIAR
A especialista reforça que a educação financeira pode ser trabalhada ao longo do ano, não se restringindo a uma disciplina isolada, mas estando presente no dia a dia das aulas e no cotidiano da família. Em casa, a aprendizagem pode surgir com pequenas situações cotidianas, como escolher um item no mercado, ajudar a comparar preços, pensar antes de comprar, participar de pequenas decisões domésticas. O segredo, para a psicopedagoga, é transformar a criança em protagonista, não apenas espectadora.
DICA DE LEITURA
Por fim, Paula indica a revista “Turma da Mônica em Superendividados”, publicada em 2022 em parceria entre o Banco Central do Brasil e a MSP Estúdios, dentro do Programa de Educação Financeira. Trata-se de uma ferramenta poderosa para educadores e pais envolverem crianças e adolescentes em assuntos delicados como esse. A proposta principal da obra é ensinar, de forma simples e divertida, a não gastar mais do que se tem, planejar antes de consumir, evitar dívidas, fazer escolhas conscientes e pensar no futuro. “O grande diferencial da publicação é que os personagens traduzem temas complexos em situações cotidianas. Quando as crianças veem o Cascão, a Mônica, o Cebolinha e a Magali enfrentando as mesmas dúvidas e tentações que elas vivem, criam identificação imediata. As onomatopeias, o humor e a linguagem visual facilitam a compreensão e transformam o aprendizado em prazer”, conclui Paula Furtado.
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