PRODUTORES DO CERRADO DAS ÁGUAS PARTICIPAM DE IMERSÃO PRÁTICA EM SISTEMAS AGROFLORESTAIS EM UBERLÂNDIA

Mar 10, 2026 - 07:33
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PRODUTORES DO CERRADO DAS ÁGUAS PARTICIPAM DE IMERSÃO PRÁTICA EM SISTEMAS AGROFLORESTAIS EM UBERLÂNDIA
Missão técnica realizada pelo Consórcio Cerrado das Águas com apoio da Fundação Cargill, reforça a integração entre produção, conservação ambiental e resiliência climática no território

No dia 27 de fevereiro, o Consórcio Cerrado das Águas (CCA), em parceria com a Fundação Cargill, promoveu uma imersão técnica em Sistemas Agroflorestais (SAFs) na sede da Cultiva Agroecologia, em Uberlândia (MG). A iniciativa reuniu produtores rurais do Programa de Investimento no Produtor Consciente (PIPC), além de associados, parceiros e produtores convidados em busca de conhecimento sobre a prática que une produção e natureza em um ambiente harmônico. Com programação das 8h às 16h, o encontro teve como objetivo fortalecer a capacitação técnica dos produtores em estratégias produtivas que integram conservação ambiental, resiliência climática e geração de renda. A condução das atividades ficou por conta da equipe da Cultiva Agroecologia, que compartilharam experiências práticas sobre implantação, manejo e viabilidade econômica de Sistemas Agroflorestais adaptados à realidade do Cerrado Mineiro. “Estivemos no eco sítio Videiras, conhecendo o sistema agroflorestal. Uma iniciativa viabilizada pela Fundação Cargill dentro de um projeto maior de transição agroecológica de produtores em Patrocínio e Coromandel. Durante a visita tivemos um grande aprendizado para entender essas estratégias e como é feito esse manejo de um sistema agroflorestal, para que possamos levar esses conhecimentos para os nossos produtores e para que eles possam também beber dessa fonte, praticando essas iniciativas em nossa região. A imersão foi um grande aprendizado, realizamos poda e distribuímos bananeiras ao longo dos pés de café e todo esse conhecimento vai sendo acumulado para ser aplicado em nosso território”, explica Fabiane Sebaio, secretária executiva do Consórcio Cerrado das Águas.


Ao longo do dia, os participantes puderam vivenciar experiências em campo, compreender a lógica de sucessão ecológica aplicada à produção agrícola e discutir como os SAFs podem contribuir para a proteção do solo, melhoria da infiltração de água, aumento da biodiversidade e diversificação produtiva nas propriedades rurais. “O que mais me chamou a atenção no sistema agroflorestal, primeiramente, foi a abundância de poder produzir várias culturas em um único espaço, bem como o manejo também por si só. O Cerrado das Águas foi essencial no primeiro passo da implementação de SAF na minha propriedade, porque deu toda a assistência. Fizemos o planejamento na minha área e contei com a assistência da equipe do CCA no plantio e no fornecimento de mão de obra para as plantas”, conta a produtora rural de Coromandel e integrante do PIPC, Regiane. 
Iniciativas como essa evidenciam que a transição para sistemas produtivos mais sustentáveis passa pelo conhecimento aplicado, pela troca de experiências e pelo engajamento coletivo fortalecendo o produtor e entidades que o apoiam, como é o caso da Expocacer, cooperativa de cafeicultores associada ao CCA. “Com a cooperativa trazendo esses novos conteúdos sobre práticas regenerativas, conhecer o SAF foi fundamental, pois isso nos possibilita passar o conhecimento para os produtores e, ao passo que eles forem aderindo a essas práticas, conseguimos ter um manejo mais sustentável, um manejo mais regenerativo em escala e isso engloba toda a cadeia, desde a parte de mercado, sobretudo reflete em questões comerciais, devido às novas exigências”, José Henrique, agente técnico de Sustentabilidade da Expocacer. 
O Cerrado das Águas segue comprometido em ampliar oportunidades de capacitação e fomentar práticas que contribuam para a segurança hídrica e climática da região conectando parceiros que compartilham do propósito de conectar paisagens produtivas para a resiliência hídrica e climática. “Para nós, abrir as portas para que agricultores interessados nessa nova proposta significa que estamos cumprindo nosso papel, é motivo de alegria estarmos entendendo que a consciência está se abrindo para esse tipo de trabalho, para esse tipo de perspectiva.  E, ao mesmo tempo, reforçando a ideia de que a agricultura precisa, mais do que ser colocada numa receita, ela precisa ser praticada. Ela precisa ser uma relação direta do produtor com os seus processos, dentro de cada realidade”, afirma Henrique Lomônaco, representante da Cultiva Agroecologia.

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