'O LEITOR MAIS PREPARADO TEM MAIS POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAR A SOCIEDADE', AFIRMA LEIDA REIS

Set 23, 2026 - 11:25
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'O LEITOR MAIS PREPARADO TEM MAIS POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAR A SOCIEDADE', AFIRMA LEIDA REIS
Fundadora da Literíssima Editora, a jornalista e escritora Leida Reis consolidou uma trajetória no mercado de livros infantis em BH, e assina a curadoria do 8º Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas (Clarice Poesia/Divulgação)

Jornalista e escritora, Leida Reis construiu uma trajetória importante no mercado editorial em Belo Horizonte. Fundadora da Literíssima Editora, a mineira nascida em Patrocínio, no Alto Paranaíba, se dedicou principalmente à publicação de livros infantis. Neste ano, ela assume a curadoria da 8ª edição do Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas, que reúne mais de 70 atividades voltadas para a literatura e a educação entre esta terça-feira (22) e sábado (26), na Biblioteca Pública Estadual, na Praça da Liberdade, na região Centro-Sul da capital.
Com bate-papos, oficinas, contações de histórias e lançamentos literários, o evento homenageia neste ano o escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós, reconhecido pelas obras voltadas ao público infantil. Ao Hoje em Dia, Leida conta sobre a relação com o autor e detalha como foi o processo de realização da curadoria. Ela também fala sobre temas atuais da literatura, como o poder de transformação da leitura e o impacto das redes sociais no comportamento dos leitores mais jovens. 

COMO FOI O PROCESSO DA CRIAÇÃO DA CURADORIA DESTA EDIÇÃO DO SALÃO DO LIVRO INFANTIL?
Começou com a ideia de homenagear o Bartolomeu Campos Queirós. Na minha editora, eu tenho um projeto que se chama “Escrita Jovem”, em que eu faço um concurso literário com jovens de 14 a 23 anos. No ano passado, o tema tinha sido o Murilo Rubião, e neste ano foi o Bartolomeu Campos Queirós. Então, por ter estudado um pouco mais sobre a obra dele e conhecer a importância dele não só como escritor, mas também como militante da literatura e da educação, eu decidi homenageá-lo. 
A partir daí, fui construindo as mesas. Então, por exemplo, na programação tem o lançamento da biografia dele e tem uma mesa com a Rosa Filgueiras, que é coordenadora do museu dele em Papagaios. Criei também o “Leituras de Bartô”, com o contador de história Gugu Barba Verde, que traz no final de várias mesas a leitura de pequenos trechos de poemas do Bartolomeu, ou fazendo alguma encenação, para que o Bartolomeu esteja presente no evento todo.
Como no tema a gente alia o tema do passado ao presente, trouxe a Lavínia Rocha como autora atual. Ela era professora e é autora de várias histórias, participa de muitos eventos literários, agora teve a Bienal de São Paulo também, fez muito sucesso lá. Então, eu trago a Lavínia para representar essa nova geração, os escritores que são comprometidos com a educação.

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